Novo diretor de Itaipu quer replicar austeridade em toda a empresa

foto: Alexandre Marchetti | ITAIPU Binacional

O general Joaquim Silva e Luna, novo diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, começou a colocar em prática o que considera sua missão: gerir bem Itaipu, melhorar o emprego do uso de recursos e respeitar o consumidor que paga a conta da energia elétrica. Ele está no cargo desde 26/02 e na última semana, em Curitiba, ele reuniu o corpo gerencial para anunciar a revisão das normas de patrocínio e convênios para enxugar os gastos. Também iniciou revisão de todos os programas desenvolvidos pela usina binacional.

O diretor também anunciou que o escritório de Curitiba será mantido, mas numa estrutura mais enxuta. O próprio general, em vez de morar em Curitiba, decidiu fixar residência em Foz do Iguaçu, onde está instalada a usina. Com isso, haverá redução de gastos com viagens e diárias e será formado um centro de comando capaz de se reunir a qualquer momento em que haja necessidade, uma vez que o corpo técnico da empresa também tem base na cidade.

Além disso, o general Silva e Luna está estudando a devolução de funcionários de outros órgãos públicos e optou por aproveitar a estrutura de pessoal já existente. Outra medida foi o controlar a utilização de veículos da empresa, restringindo seu uso estritamente às atividades de serviço. Entre outras medidas que considera importantes para trazer uma mensagem de austeridade.

Duas pontes

Um dos focos de investimento da usina nos próximos três anos, para atender ao acordo entre Brasil e Paraguai é a construção de duas pontes, uma sobre o Rio Paraná, entre Foz do Iguaçu (PR) e Presidente Franco (PY), e outra sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta. Juntas, essas duas pontes devem custar em torno de R$ 1 bilhão.