O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que os EUA obterão a Groenlândia “de um jeito ou de outro”, ao mencionar preocupações com a segurança nacional e a presença de potências como Rússia e China no Ártico. A declaração foi feita a jornalistas a bordo do Air Force One e incluiu críticas às capacidades defensivas da ilha, que pertence ao Reino da Dinamarca.
O interesse norte-americano pela Groenlândia não é recente. Desde o século XIX, Washington avalia a possibilidade de adquirir o território, tendo feito uma oferta formal em 1946, rejeitada pelos dinamarqueses. Durante seus mandatos, Trump voltou a classificar a aquisição como estratégica para os EUA.
Especialistas em direito internacional explicam que a compra de territórios entre países é tecnicamente possível, mas caiu em desuso e enfrenta grandes obstáculos legais e políticos. Qualquer acordo exigiria a aprovação da Dinamarca, da população da Groenlândia, do Congresso americano — incluindo dois terços do Senado — e, possivelmente, da União Europeia.
Tanto a Dinamarca quanto a Groenlândia reiteraram que a ilha não está à venda. Analistas apontam que, mesmo com justificativas de segurança, alternativas como o fortalecimento de bases militares americanas no território seriam juridicamente mais viáveis do que uma anexação.

