As comemorações de 7 de Setembro marcam a Independência do Brasil e também fazem parte da memória das pessoas que participaram dos tradicionais desfiles, principalmente nos tempos de escola. Direto do centenário arquivo do Jornal O Democrata, o Arquivo Vivo relembra como São Roque comemorou o Dia da Independência há 100 anos, conforme registro publicado na edição de 12 de setembro de 1926. “Foi dignamente comemorada nesta cidade a festa nacional de 7 de Setembro. Não funcionaram os estabelecimentos públicos, cerrando o comércio as portas e não havendo expediente na Prefeitura.”

O 7 de Setembro é reconhecido oficialmente como data de festividade nacional desde 1826. A Lei de 9 de setembro daquele ano, sancionada por D. Pedro I, incluiu o dia da Independência entre as festividades nacionais em todo o Império e determinou que, nessas datas, cessassem os trabalhos dos tribunais e fossem realizadas demonstrações públicas próprias das comemorações.
Há 100 anos, a comemoração em São Roque ocorreu à noite no coreto da Praça Altino Arantes com apresentação da Corporação Musical Conte di Torino. Aqui algumas curiosidades. Praça Altino Arantes era o nome da Praça da República “apelidada” de Praça da Preguiça. A banda Conti di Torino foi obrigada a mudar de nome para Carlos Gomes quando na Segunda Guerra Mundial o presidnete Getúlio Vargas proibiu entidades ligadas a países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Pelo mesmo motivo, o Palestra Itália virou Palmeiras. Por sua vez, o coreto desde 2009 tem o nome de Nello Gavazzi, maestro da Carlos Gomes, por iniciativa do vereador Marquinho Chula.
O Democrata registrou o desrespeito a um símbolo nacional. “Um ato que nos chamou a atenção e não podemos deixar sem um reparo, pequeno embora, é aquele de muitas pessoas se conservarem sentadas e de chapéu na cabeça quando foi executado o hino nacional. Não se compreende como ainda possa haver, em São Roque, onde há tanta gente educada e tantas escolas, pessoas que desconheçam o tão conhecido dever cívico, qual seja o de se manter em pé e descobertos, quando é executado o hino pátrio… Quando a Conte fez soar as notas muita gente se conservou sentada e de chapéu na cabeça com a mesma calma que se estivessem a ouvir um tango ou um batuque”. Recomentou até mesmo que o delegado de polícia Roque Arnóbio “desse um jeito nesses mal educados, ensinando o cumprimento daquele dever cívico.

Em 1976, O Democrata publicou (18 de setembro) que “Apesar das chuvas, o “Desfile de Integração” foi sucesso. “Integração” fazia parte de uma campanha do governo militar do presidente general Ernesto Geisel de unir as regiões do país dando sequência ao Programa de Integração Nacional (PIN) criado pelo antecessor general Emilio Garrastazu Médici. A reportagem de primeira página, mostra a Avenida Antonino Dias Bastos tomada pelo público na manhã de 7 de setembro. Participaram do desfile o Parque Infantil (Jardim Bandeirantes e Praça da República), escolas Dr. Bernardino de Campos, Colégio São José, Escola de 1º e 2 graus Barão de Piratininga (atual, Colégio Objetivo), Sesi 400, Barão de Piratininga (Cambará), Germano Negrini e Horácio Manley Lane, Clube de Mães, Fábrica de Artefatos de Latex (Balões São Roque), Cinzano, Jurid, Rotary Club, Tecama, Cambuci (Penalty), Joly, Agis, Peterco, Supertintas, Prefeitura Municipal, Banda Liberdade, Indústria Carambeí, motoristas de táxi, escolas de Samba do Cambará e Junqueira, Casas Pernambucanas e Aracaí Veículos que trouxe de Mairinque a “sempre apreciada e aplaudida” fanfarra da Escola Altina Júlia de Oliveira.
A Publisom Publicidade e Promoções, com o comando do locutor Roque Boschetti, marcou presença em colaboração com o jornal O Democrata. O desfile organizado pela administração do prefeito Jarbas de Moraes contou com Donaldo Lopes, Décio Masseto e Santo Poccioti, assessorados por Carlos Alberto Leite e Hélio Pinho.

Em 2001, a administração do prefeito Zito Garcia, organizou durante a Semana da Pátria sob a responsabilidade do Departamento de Educação e da Divisão de Cultura com o slogan “Progresso e Cidadania”. Diariamente ocorreu o hasteamento do pavilhão nacional com a presença de autoridades e entidades. Estiveram no adro da Igreja da Matriz, o Centro de Convivência dos Idosos, Coral da Serenidade, Ginástica Olímpica, EMEIs Santo Antonio de Baixo e Pavão, EMEFs Iracema Villaça e São João Novo, Bombeiros Mirins, Escola Adventista, Colégio Objetivo e Creche Alan Kardec. Na Brasital, durante todo o mês, a Exposição Brasil-Colônia com 60 imagens do período. Além de palestras para a alunos do Ensino Fundamental.
Vander Luiz


