Acidente aéreo no Recreio dos Bandeirantes provocou incêndio em pátio de veículos elétricos
Uma colisão entre dois helicópteros na manhã deste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, deixou seis mortos. Entre as vítimas estão o cantor e produtor norte-americano Oliver Tree e o criador de conteúdo argentino Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi.

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, as aeronaves se chocaram no ar antes de caírem sobre um terreno utilizado como pátio para armazenamento de veículos elétricos e híbridos. Uma das aeronaves explodiu ao atingir o solo, provocando um incêndio que atingiu dezenas de automóveis estacionados no local.
O Corpo de Bombeiros, equipes da Polícia Civil, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) atuaram na ocorrência.
Quem são as vítimas
As autoridades confirmaram as mortes de seis pessoas:
Helicóptero PP-MAC
- Alexandre Souza, piloto;
- Gaspar Prim Díaz (Gaspi), youtuber argentino;
- Lucas Brito Chaves (Lucas Frota), produtor musical brasileiro;
- Lucas Vignale, diretor de videoclipes argentino;
- Oliver Tree Nickel, cantor e produtor norte-americano.
Helicóptero PR-DJJ
- Charles Marsillac, piloto.
Oliver Tree e Gaspi
Oliver Tree, de 32 anos, era conhecido internacionalmente por sua estética visual característica e por músicas como “Life Goes On” e “Miss You”, parceria com Robin Schulz.
Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi, ganhou notoriedade na Argentina com vídeos de humor e abordagens espontâneas nas ruas de Buenos Aires. Em 2025, participou da “La Velada del Año V”, evento de boxe entre criadores de conteúdo organizado pelo streamer espanhol Ibai Llanos.
Como ocorreu a queda das aeronaves
O helicóptero que transportava Oliver Tree, Gaspi e outros passageiros era um Eurocopter AS 350 B2, modelo conhecido como Esquilo. A aeronave explodiu após atingir o solo, e as chamas se espalharam pelo pátio de veículos elétricos, gerando novas explosões.
O segundo helicóptero, um Bell 206B, não incendiou. A aeronave caiu com o trem de pouso voltado para cima, e o piloto morreu preso às ferragens.
De acordo com relatos da ocorrência, partes das aeronaves ficaram espalhadas em um raio de pelo menos 100 metros. Uma das seções da fuselagem chegou a parar no terraço de um prédio vizinho.
Anac apura situação das aeronaves
Informações que passaram a integrar o trabalho de investigação envolvem o histórico do helicóptero de matrícula PP-MAC. O proprietário da aeronave, o empresário Oswaldo de Luca Filho, foi autuado pela Anac em julho de 2025 por se recusar a apresentar documentos, informações e registros solicitados durante uma fiscalização. Na ocasião, a agência aplicou multa de R$ 8 mil.
A situação operacional da aeronave PR-DJJ também está sendo analisada. Apurações preliminares indicam que o helicóptero não possuía autorização para operar serviço de táxi aéreo. Os investigadores deverão verificar se o voo era privado ou se havia algum tipo de fretamento irregular, hipótese que ainda não foi confirmada oficialmente.
O Cenipa permanece responsável pela investigação das causas da colisão.


