O caso da guerra no Irã já levanta dúvidas em todo o mundo, mas no Oriente Médio ganhou um capítulo ainda mais grave. A escalada de ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel, que começou em fevereiro e já causou milhares de mortes, incluindo o líder supremo iraniano, acende um alerta que não pode ser ignorado.

Não se trata de detalhe técnico. Quando um conflito explode com assassinatos de alto escalão, fechamento do Estreito de Ormuz e retaliações contra infraestrutura de energia no Golfo, a estabilidade desaparece. E sem estabilidade, qualquer decisão envolvendo segurança global e preços de petróleo passa a ser, no mínimo, questionável.
A comunidade internacional tem nas mãos a responsabilidade de agir. A busca por negociações ou cessar-fogo não é excesso, é obrigação diante de um indício tão sério de prolongamento. É preciso esclarecer os objetivos reais, os limites das operações e quais foram as consequências humanitárias e econômicas disso.
No fim das contas, o que está em jogo é o básico: contenção. E contenção, na geopolítica mundial, não pode ser promessa — tem que ser regra.
Redação.

