O surto de hantavírus registrado em um navio de cruzeiro que saiu da Argentina rumo à África reacendeu o alerta sobre a hantavirose, doença rara que já circula no Brasil há mais de 30 anos. Segundo o Ministério da Saúde, o país registrou sete casos e uma morte em 2026 até 27 de abril.
Apesar de não haver brasileiros entre os passageiros do navio, o episódio chamou atenção porque envolveu a cepa Andes, identificada na Argentina e no Chile, que pode apresentar transmissão entre pessoas em situações específicas. Essa variante não tem circulação registrada no Brasil.
Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil confirmou 2.429 casos de hantavirose entre 1993 e 2025, com 997 mortes. A doença é transmitida principalmente por roedores silvestres, comuns em áreas rurais, e a infecção ocorre pela inalação de partículas contaminadas por urina, saliva ou fezes desses animais.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo e dor de cabeça, mas a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória grave. A taxa média de letalidade no Brasil é de 46,5%.
Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, não há risco de uma pandemia semelhante à Covid-19, já que a transmissão entre humanos é considerada rara e limitada. Atualmente, não existe tratamento antiviral específico, e os pacientes graves precisam de suporte hospitalar e internação em UTI.
A reportagem também destaca que Fiocruz e UFRJ desenvolveram um teste rápido capaz de detectar a doença em até 20 minutos.
Com informações da BBC News Brasil.

