O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (8/5), que o surto de hantavírus investigado em um navio com circulação pela América do Sul não representa risco direto para o Brasil até o momento. Segundo a pasta, os casos monitorados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) envolvem a variante Andes, que não circula em território brasileiro.
De acordo com informações do MS, o Brasil não registra transmissão de hantavírus entre pessoas. Os casos confirmados no país estão ligados ao contato com roedores silvestres infectados, principalmente pela inalação de partículas contaminadas por urina, saliva e fezes desses animais.
A variante Andes, identificada em episódios raros na Argentina e no Chile, pode apresentar transmissão interpessoal limitada em situações de contato próximo e prolongado. Ainda assim, autoridades sanitárias internacionais avaliam que o risco global de disseminação segue baixo.
O Ministério da Saúde também esclareceu que os dois casos confirmados recentemente no Paraná não têm relação com o episódio investigado no cruzeiro. Em 2026, o Brasil contabiliza sete casos confirmados da doença até o momento. No ano passado, foram registrados 35 casos e 15 mortes, menor número da série histórica recente.
A hantavirose é considerada uma zoonose viral aguda e, no Brasil, costuma se manifestar na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que pode afetar pulmões e coração.
Desde 1993, quando a doença foi identificada no país, foram confirmados 2.412 casos e 926 óbitos até dezembro de 2025. O Ministério da Saúde afirma que mantém vigilância permanente, com monitoramento epidemiológico, ações de controle ambiental e orientação à população.

