O Brasil se despede de um dos grandes nomes das artes cênicas. O ator, autor e diretor Juca de Oliveira morreu na madrugada deste sábado, 21 de março de 2026, aos 91 anos.

Reconhecido por sua trajetória sólida e admirada no teatro, na televisão e no cinema, Juca construiu uma carreira marcada pelo talento, pela versatilidade e pelo compromisso com a cultura brasileira. Membro da Academia Paulista de Letras, destacou-se não apenas como intérprete, mas também como autor e diretor de obras relevantes, muitas delas com forte olhar crítico e sensibilidade social.
Segundo informações da família, o artista estava internado desde a última sexta-feira (13), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em decorrência de um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica. Nos últimos dias, seu estado de saúde era considerado delicado.
Carreira marcante na TV, teatro e cinema
Com mais de quatro décadas de carreira, Juca de Oliveira acumulou dezenas de trabalhos e consolidou seu nome entre os mais respeitados da dramaturgia nacional. Na televisão, participou de mais de 50 produções, entre novelas, minisséries e especiais.
Ao longo de sua trajetória, atuou ao lado de grandes nomes da dramaturgia brasileira, como Tony Ramos, Adriana Esteves e Regina Duarte. Entre seus trabalhos de maior destaque estão as novelas Avenida Brasil, O Clone e Torre de Babel, produções que alcançaram grande repercussão nacional.
No teatro, sua grande paixão, teve atuação ainda mais intensa, participando de inúmeras montagens — muitas delas escritas por ele próprio — sempre com forte presença de público e reconhecimento da crítica.
Legado
A carreira de Juca de Oliveira foi marcada pelo rigor artístico e pela dedicação à arte como instrumento de reflexão social. Seu trabalho ajudou a formar gerações e a fortalecer o cenário cultural brasileiro.
Em nota, a família agradeceu as manifestações de carinho e solidariedade neste momento de luto.
A morte de Juca de Oliveira representa uma perda significativa para a cultura nacional, deixando um legado que atravessa gerações e permanece vivo na memória do público e da dramaturgia brasileira.

