Ah, que maravilha. Mais uma eleição se aproximando e os mesmos candidatos de sempre vão querer nos convencer de que o grande drama nacional é o preço do pão, o SUS lotado ou a nota baixa no PISA. Enquanto isso, o Brasil continua virando um imenso campo de batalha onde a vida vale menos que um iPhone roubado.

Vamos ser honestos, porque alguém precisa ser: segurança pública virou o elefante podre no meio da sala. Economia? Cambaleia, como sempre, mas anda. Saúde? Tem fila, tem corrupção, tem gente morrendo por falta de remédio, mas ainda é de graça (quando funciona). Educação? Toda criança entra na escola, o problema é que sai sabendo quase nada. Mas violência? Essa não tem atenuante. Essa mata, estupra, humilha e destrói o futuro antes mesmo de ele começar.
Recentemente vimos, mais uma vez, o espetáculo nauseante de adolescentes transformados em monstros cometendo violência sexual contra crianças. E o que fazemos? Franzimos a testa, postamos hashtag, exigimos “políticas públicas” e, no dia seguinte, voltamos a fingir que o problema são “as desigualdades”. Enquanto isso, o criminoso mirim já aprendeu a lição principal do nosso sistema: antes dos 18 anos ele é intocável. Uma espécie de licença para praticar o mal com desconto.
É patético. O crime se profissionalizou. Virou empresa. Virou milícia. Virou partido político. Virou influência em prefeitura, em empresa de ônibus, em licitação, em rede de telefonia ilegal. O dinheiro do tráfico e da roubalheira compra tudo: juiz, delegado, político, influencer e eleitor. E a base dessa pirâmide é farta porque o Brasil insiste em criar uma legião de jovens pobres, analfabetos funcionais e sem limite moral. Quando o bandido de 14 anos já sabe que não vai acontecer nada, ele não vira “vítima da sociedade”. Ele vira investimento do crime organizado.
Diminuir a maioridade penal não é “fascismo”, como vão berrar os mesmos que defendem bandido com unhas e dentes enquanto a população vira estatística. É higiene mínima. É reconhecer que quem comete estupro coletivo ou assassinato aos 15 anos não é uma criança travessa que precisa de “socioeducação”. É um predador que precisa ser tirado de circulação antes de se tornar um chefão com 20 e poucos anos, mandando no morro e financiando campanha.
O discurso bonito de “enfrentar as causas estruturais” já era. Causas estruturais não estupram criança no ônibus, não invadem casa à noite, não executam rival na porta da escola. Quem faz isso é gente de carne e osso que escolheu o caminho do crime porque o Estado brasileiro, esse pai ausente e cúmplice, transformou a impunidade em política de Estado.
Então chega de enrolação. Nas próximas eleições, o eleitor consciente tem que fazer uma única pergunta aos candidatos: o que você vai fazer de concreto para acabar com o crime organizado e parar de tratar bandido como vítima? Quem responder com “educação”, “inclusão” e “mais investimento social” sem tocar na repressão dura, na redução da maioridade e no endurecimento penal, está apenas vendendo o mesmo veneno de sempre com embalagem nova.
O Brasil não aguenta mais ser refém. Ou a gente decide que a vida decente vale alguma coisa, ou vamos continuar contando cadáveres e fingindo que o problema é “falta de oportunidade”.
A escolha é simples. Ou a lei volta a valer para todos, ou o crime continua valendo mais que a lei. E o país, aos poucos, vira o que já é em muitos lugares: um território sem dono, onde só os mais violentos mandam.
Escolha bem. O sangue nas ruas não espera o próximo ciclo eleitoral.
Redação.

