Uma nova onda de calor que atinge a Europa tem contribuído para o avanço de incêndios florestais em diferentes países e aumentado a preocupação das autoridades com os impactos das temperaturas extremas.
Na França, um incêndio de grandes proporções atingiu a região da floresta de Fontainebleau, a cerca de 70 quilômetros de Paris. O fogo provocou o fechamento da rodovia A6, uma das principais ligações entre a capital francesa e o sul do país, além de causar interrupções em serviços ferroviários de alta velocidade.
Cerca de 800 pessoas precisaram deixar suas casas, enquanto centenas de bombeiros atuaram no combate às chamas. Pela primeira vez na região metropolitana de Paris, aeronaves Canadair foram utilizadas para captar água no Rio Sena e ajudar na operação. As autoridades informaram que o incêndio estava em grande parte controlado na tarde de segunda-feira, embora as rajadas de vento tenham dificultado os trabalhos.
O ministro do Interior da França, Laurent Nunez, afirmou que o caso é tratado como suspeito após a identificação de aproximadamente dez focos iniciais em uma área de cerca de um quilômetro. Duas pessoas foram detidas por possível ligação com o incêndio.
Na Espanha, o número de mortes relacionadas ao incêndio florestal que atingiu a província de Almería subiu para 13 após o falecimento de uma mulher britânica de 93 anos que sofreu queimaduras. Segundo as autoridades, dez pessoas continuavam desaparecidas até segunda-feira.
O episódio ocorre durante a terceira onda de calor registrada neste verão europeu. De acordo com autoridades francesas, aproximadamente 32 mil hectares já foram consumidos pelo fogo no país em 2026, área superior à registrada durante todo o ano anterior.
A França manteve cerca de 26 milhões de pessoas sob alerta vermelho para calor extremo, incluindo a região de Paris. Já a Itália se prepara para uma nova sequência de temperaturas elevadas, com previsão de máximas entre 42°C e 43°C em áreas do interior da Sardenha.
Além dos incêndios, o calor intenso tem causado impactos em diferentes setores da economia europeia. Entre os efeitos relatados estão danos às lavouras, redução da capacidade de transporte de cargas no Rio Reno, na Alemanha, e desafios adicionais para a produção agropecuária em regiões da Itália.
Dados oficiais apontam que aproximadamente 10.650 mortes em excesso foram registradas durante a forte onda de calor que atingiu a Europa Ocidental no fim de junho. Outro estudo estimou cerca de 2.700 mortes relacionadas ao calor na Inglaterra e no País de Gales durante os períodos de altas temperaturas registrados entre maio e junho.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou recentemente para a possibilidade de novas ondas de calor atingirem o continente nas próximas semanas.
Com informações da Reuters.


