Alexandre de Moraes mais uma vez se comporta da o ar da graça das 48 horas. Após a exibição, na convenção do PL que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro, de um vídeo produzido com inteligência artificial usando a imagem e a voz de Jair Bolsonaro para declarar apoio ao filho, o ministro pediu para a defesa do ex-presidente informar se houve autorização. 
Só mais um capítulo na série de restrições que transformaram a prisão domiciliar de Bolsonaro em algo próximo de um isolamento total. O ex-presidente não pode usar celular, não pode falar por telefone com quem quiser, não pode conceder entrevistas, não pode aparecer em redes sociais — direta ou indiretamente — e agora se discute até o uso de sua própria imagem.
Isso tudo partindo do sujeito cujo nome da esposa, Viviane Barci de Moraes, esteve envolvido num contrato de R$ 129 milhões com um ladrão de aposentados famoso por festas milionárias. A imprensa noticiou e ficou tudo por isso mesmo. Esse cara mantém a “reputação ilibada” que o levou ao STF?
Quem considera isso normal apenas porque detesta Bolsonaro está aceitando um precedente perigoso. Quando juízes viram censores o povo se torna escravo.
O Brasil não pode se acostumar a que um único homem decida, em despachos monocráticos e prazos curtos, o que pode ou não ser dito, mostrado ou até simulado sobre figuras políticas.
Isso não é defesa da democracia. É a normalização de um poder sem contornos claros. Quem aplaude hoje porque o alvo é Bolsonaro pode, amanhã, descobrir que o mesmo mecanismo se volta contra qualquer outro.
Tiranetes, por definição, não param no adversário da vez.
Redação.


