O Ministério da Saúde informou que ainda não há prazo para concluir a investigação sobre a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, cuja aplicação foi suspensa preventivamente pelo governo federal.
Segundo a pasta, a medida foi adotada para permitir análises adicionais de segurança após o registro de eventos adversos considerados raros. Entre janeiro e 30 de maio, foram aplicadas 501.044 doses do imunizante em profissionais da atenção primária à saúde e em estratégias ampliadas de vacinação realizadas em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Tocantins.
Dados do sistema de farmacovigilância apontam 3.703 notificações de pessoas que apresentaram sintomas semelhantes aos da dengue após a vacinação. Desses registros, 42 casos apresentaram sinais de alerta, como dor abdominal, vômitos persistentes e sangramentos.
As autoridades sanitárias investigam ainda três casos graves. Dois pacientes morreram e um precisou ser internado em UTI, mas recebeu alta posteriormente. O Ministério da Saúde ressalta que ainda não é possível afirmar que os eventos foram causados pela vacina, já que as investigações seguem em andamento.
A suspensão não afeta a vacina contra a dengue atualmente oferecida pelo SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. As doses do imunizante do Butantan permanecerão armazenadas enquanto os estudos de segurança continuam.
Com informações da CNN Brasil.


