Vôlei sentado ganha espaço em Sorocaba com apoio do Instituto Adimax – Jornal O Democrata

Modalidade atende 35 atletas na Associação Sorocabana de Desporto Adaptado e atua em iniciativas de participação social e alto rendimento

O vôlei sentado tem sido utilizado como ferramenta de inclusão social pela Associação Sorocabana de Desporto Adaptado (ASDA), em Sorocaba, com apoio do Programa Paradesporto do Instituto Adimax. A iniciativa atende pessoas com deficiência por meio da prática esportiva e contempla tanto a participação social quanto o alto rendimento.

Entre os atletas está Jussara Carriel, de 40 anos. Aos cinco anos, ela perdeu parte do braço direito em um acidente. Atualmente, além de trabalhar em uma siderúrgica e ser casada, Jussara integra a equipe da ASDA.

Segundo a atleta, a prática esportiva contribuiu para mudanças em sua trajetória. “Desde que perdi o braço tive de aprender a lidar com desafios diários, mas foi no esporte que descobri uma força que não sabia que tinha. No esporte a deficiência não nos define, é apenas uma parte de quem somos”, afirmou.

ASDA atende 35 atletas no vôlei sentado

Na Associação Sorocabana de Desporto Adaptado, o vôlei sentado é desenvolvido em dois eixos: participação social e alto rendimento. Atualmente, são 35 atletas atendidos pela modalidade.

O Núcleo Ativa Vida, realizado em parceria com o Sesc Sorocaba, reúne 13 participantes e é voltado à iniciação esportiva. A proposta inclui atividades relacionadas ao desenvolvimento motor, promoção da saúde, convivência e autonomia.

Já as equipes feminina e masculina de alto rendimento são formadas por 22 atletas. Os times representam a associação em competições oficiais e participam de torneios estaduais e nacionais.

Para Adilson Nunes, conhecido como “Dinho” e atual presidente da ASDA, a divisão entre os dois eixos reforça o caráter inclusivo da modalidade.

“Essa divisão é importante para que as pessoas saibam que o esporte é para todos. O esporte é inclusão. É identificação”, afirmou.

Modalidade paralímpica tem adaptações no jogo

O vôlei sentado é uma modalidade paralímpica praticada por pessoas com deficiência física ou relacionada à locomoção. O esporte mantém grande parte das regras do voleibol convencional, mas possui adaptações específicas.

A quadra é menor, a rede fica mais baixa e os atletas precisam manter parte do tronco em contato com o solo durante as jogadas. As partidas são disputadas com seis jogadores de cada lado e envolvem velocidade de raciocínio, trabalho em equipe, estratégia e deslocamento com auxílio dos braços e do quadril, segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Além da competição, a prática esportiva contribui para o fortalecimento muscular, coordenação motora, condicionamento físico e mobilidade. Também está associada ao fortalecimento da autoestima, ampliação da autonomia e convivência social.

“Cada treino me ensina sobre disciplina, resiliência e trabalho em equipe, provando que podemos ir muito além dos nossos limites físicos”, disse Jussara.

Programa Paradesporto apoia entidades de esporte adaptado

O Programa Paradesporto, do Instituto Adimax, apoia entidades dedicadas ao desenvolvimento do esporte adaptado em diferentes regiões do país. A ASDA está entre as instituições apoiadas pela iniciativa.

Para Edmilson Bueno, responsável pelo Programa Paradesporto do Instituto Adimax, o esporte pode contribuir para a transformação social.

“O paradesporto tira as pessoas de casa, desafia as próprias habilidades, além de ajudar a criar conexões reais”, afirmou.

Ao falar sobre sua experiência, Jussara relatou mudanças em sua autoestima e qualidade de vida e destacou que passou a representar sua equipe em competições.

“O vôlei sentado entrou na minha vida muito mais do que como um esporte. Ele se tornou um caminho de superação, pertencimento e transformação”, declarou.

Instituto Adimax atua com inclusão social e bem-estar animal

O Instituto Adimax está localizado em Salto de Pirapora, no interior de São Paulo. A sede possui 15 mil metros quadrados e conta com maternidade, canil, clínica veterinária, centro cirúrgico, área de soltura, espaços de lazer e treinamento, prédio administrativo e hotel para receber futuras pessoas com deficiência visual que receberão cães-guia.

A estrutura conta com uma equipe multidisciplinar distribuída entre as áreas de saúde e bem-estar, equipe técnica, administrativo, relações institucionais, assistência social, responsabilidade social e operações, totalizando 53 colaboradores.

O propósito do Instituto Adimax é apoiar a inclusão de pessoas com deficiência ou em situação de vulnerabilidade e promover o bem-estar animal.

Além do Programa Cão de Assistência, o Instituto mantém outros dez programas sociais voltados à inclusão social e ao cuidado de pessoas em situação de vulnerabilidade.

No Programa Cão de Assistência, os animais são acolhidos por famílias voluntárias durante um ano antes de retornarem ao instituto, onde passam por um período de quatro a seis meses de treinamento. Após a formação, os cães podem ser doados para pessoas com deficiência visual.

A entrega dos cães-guia é gratuita para candidatos que atendam aos requisitos do programa. As inscrições são realizadas pelo site do Instituto Adimax, na área destinada ao programa Cão-Guia.

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